No mundo offshore, os maiores desafios muitas vezes estão abaixo da superfície — literalmente.
Autores: Fiona Jeffreys e Matt Grove
De material bélico não detonado (UXO, Unexploded Ordnance) à condutividade térmica e ao comportamento de sedimentos, entender a subsuperfície é essencial para um desenvolvimento offshore seguro, eficiente e sustentável.
Neste vídeo, Matt Grove — gerente de segmento regional da Seequent para a região EMEA, com formação em geociências e astronomia, além de experiência prática como geólogo no Mar do Norte do Reino Unido — compartilha sua perspectiva única sobre o futuro das operações offshore.
Com quase duas décadas de experiência na Seequent, ele investiga como a modelagem avançada de subsuperfície está não só transformando a maneira como compreendemos o que está sob a superfície do mar, mas também moldando um desenvolvimento offshore mais seguro, inteligente e sustentável.
Redução da lacuna entre geociência e engenharia
A parceria entre a Seequent e a Bentley está ressignificando os fluxos de trabalho offshore. Ao combinar as ferramentas de modelagem de subsuperfície da Seequent com a expertise em infraestrutura da Bentley, as equipes agora podem trabalhar de forma integrada, desde o fundo do mar até a superfície.
A combinação das soluções da Seequent e da Bentley trouxe resultados “extremamente poderosos”, comemora Grove.
Grove sugere que a melhor forma de visualizar o fluxo de trabalho é como uma linha desenhada em uma página: tudo o que está acima representa o domínio da Bentley — gestão de ativos, monitoramento e projeto — e tudo o que está abaixo é de responsabilidade da Seequent, que fornece dados vitais da subsuperfície.
A integração possibilita a criação de gêmeos digitais, modelos virtuais de ativos offshore que melhoram a tomada de decisão, reduzem os riscos e aprimoram a colaboração entre disciplinas.
Gerenciamento confiável do risco de UXO
O material bélico não detonado (UXO, Unexploded Ordnance) é um dos maiores perigos no desenvolvimento offshore.
A plataforma Oasis montaj da Seequent se tornou um alicerce na detecção e na gestão de UXO.
Ela permite que as equipes integrem e interpretem dados de levantamentos geofísicos, identifiquem anomalias e avaliem zonas de risco. Com isso, obtém-se um planejamento seguro para traçados de cabos, fundações de parques eólicos e operações de dragagem.
O UXO é apenas um dos muitos riscos ocultos na subsuperfície, “que você não pode ver” mas “precisa detectar”, destaca Grove.
Esses perigos já representaram desafios no passado e continuam presentes, considerando que parques eólicos e outras infraestruturas são construídos em ambientes oceânicos. A combinação de conjuntos de dados revela o que existe e onde está, e esse é o grande diferencial da tecnologia.
Ao sobrepor diferentes fontes de dados para criar uma imagem em 3D, “você começa a entender melhor o que está ali, do que se trata e qual é o formato. É aí que geramos valor”, explica Grove.
Análise térmica de cabos: uma nova fronteira
Conforme a infraestrutura de energia offshore evolui, gerenciar a transferência de calor em ambientes submarinos está se tornando cada vez mais importante. As ferramentas de modelagem da Seequent simulam como a condutividade térmica afeta o fundo do mar e a geologia circundante.
Isso ajuda a otimizar o traçado de cabos, prolongar a vida útil dos ativos e reduzir o impacto ambiental, principalmente em projetos eólicos e de interconexão.
“Com um modelo de solo, podemos otimizar uma rota do ponto A ao ponto B, pois não é tão fácil quanto colocar um cabo em linha reta. Sempre há algo no caminho que precisa ser descoberto, movido ou evitado”, destacou Grove.
É importante entender as condições do solo “com antecedência, antes de instalarmos o cabo para otimizar seu traçado e manter esse ativo funcionando pelo maior tempo possível, com o mínimo de falhas”.
“Podemos indicar onde estão os pontos críticos no cabo e quais sedimentos evitar. Além disso, mostramos como é possível aumentar sua durabilidade ao escavar um pouco mais fundo para contornar certos sedimentos. São esses desafios que abordamos com os clientes”, detalha.
Modernização da dragagem com inteligência para dados de subsuperfície
A dragagem é essencial para a infraestrutura global, no entanto, o setor tem adotado lentamente a tecnologia integrada.
Os modelos de subsuperfície detalhados da Seequent ajudam a prever a composição e o comportamento dos sedimentos, o que melhora a precisão do planejamento e evita surpresas. Com o gerenciamento preciso dos dados, é possível simplificar as operações, melhorar a colaboração e reduzir as incertezas.
De acordo com Grove, as novas tecnologias são “brilhantes, pois você consegue ter uma boa noção do quanto poderá extrair do solo, prever custos e estimar economias. E, fechando esse ciclo e voltando aos desafios relacionados a UXO, a última coisa que se quer é fazer dragagem em algo explosivo”.
Precisa de um levantamento de UXO antes da dragagem? “Excelente”, reitera Grove. Precisa de geotecnia? “Ótimo, nós fazemos também.”
A Seequent oferece “um ecossistema no qual os dados não precisam ser alterados, movidos nem transformados. Eles fluem de uma etapa para a seguinte e geram uma visão clara que mostra exatamente o que esperar”.
De olho no futuro: desenvolvimento offshore mais inteligente e sustentável
A Seequent está superando os limites da inovação offshore com modelagem orientada por inteligência artificial, ferramentas de colaboração em tempo real e uma integração mais profunda com as plataformas da Bentley.
Para o futuro, a previsão é de expansão para mercados emergentes, como hidrogênio offshore, captura de carbono e mineração em águas profundas, sempre com sustentabilidade e resiliência como foco principal.
Com uma paixão por inovação e um olhar atento à evolução do setor, Matt Grove convida você a repensar o potencial do segmento offshore e ver, em primeira mão, como a tecnologia da Seequent está revelando a inteligência escondida abaixo da superfície.
Assista ao vídeo completo no YouTube: What’s Really Down There? (O que realmente existe na subsuperfície?)