Autor: Paul Gorman
A importância de saber o que está acontecendo abaixo da superfície é fundamental para a resiliência das estruturas no solo.
Este é o conselho de Pat McLarin, diretor do segmento de engenharia civil da Seequent.
“Se você descobre algo sobre o solo, precisa informar os demais participantes do projeto para garantir essa resiliência. E, se algo mudar no projeto, precisa entender o que isso significa no contexto do solo para verificar se será possível lidar com essa mudança ou será preciso alterar o projeto.
Desenvolver dados sobre a subsuperfície e compreendê-la melhor) ajuda a aumentar a resiliência.”
Ele citou um exemplo de obras de recuperação realizadas em um armazém que estava sofrendo subsidência devido à falta de entendimento do solo sobre o qual foi construído.
Análises subsequentes da subsuperfície permitiram realizar reparos na estrutura enquanto ela ainda estava em operação, reduzindo efetivamente a pegada de carbono do reparo em 44%.
“Isso é resiliência, porque eles estão se adaptando à mudança”, ressalta McLarin.
Outro exemplo de resiliência e de como as especificações podem mudar com a incorporação de novos dados é o trabalho da Sener na ponte mais longa da América Latina, a Ponte Salvador-Itaparica, de 12,4 km de extensão, no Brasil.
“Eles estão integrando os dados de todos os tipos de fontes e reduzindo o tempo de modelagem em 30%. Haverá mais mudanças, pois o projeto está sendo realizado simultaneamente com o levantamento no campo.”
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